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O que a Mulher-Maravilha, o Polígrafo da Verdade e a Ferramenta DISC têm em comum?

À primeira vista, parece improvável conectar uma super-heroína dos quadrinhos, um aparelho usado em investigações criminais e uma ferramenta de análise comportamental. Mas todos esses elementos têm uma origem em comum: a mente visionária de William Moulton Marston.

A Vida e a Visão de Marston

William Moulton Marston foi psicólogo, inventor, escritor e uma das figuras mais intrigantes do século XX. Criador da teoria que deu origem ao DISC, também inventou o polígrafo — popularmente conhecido como “detector de mentiras” — e é lembrado como o pai da Mulher-Maravilha.

Enquanto a maioria dos estudiosos de sua época focava nos distúrbios e doenças mentais, Marston decidiu trilhar outro caminho: investigar os comportamentos humanos em situações cotidianas. Ele queria entender como as pessoas agem, se comunicam e interagem, criando uma psicologia mais prática, que décadas mais tarde se tornaria extremamente útil no mundo corporativo.

O Laço da Verdade e o Polígrafo

Marston acreditava que emoções e fisiologia estavam ligadas, e foi daí que surgiu a ideia do polígrafo, um aparelho capaz de medir reações físicas associadas à mentira. Essa mesma lógica inspirou o “Laço da Verdade” da Mulher-Maravilha, personagem que ele criou em 1941. Para ele, a heroína representava força, coragem e justiça, características que associava às mulheres e que defendia como fundamentais para liderar o mundo.

Sua vida pessoal também refletia essa visão diferenciada. Marston viveu em uma relação pouco convencional com duas mulheres fortes: Elizabeth Holloway Marston, advogada e psicóloga, e Olive Byrne, escritora e pesquisadora. Cada uma, com sua personalidade distinta, influenciou a criação da Mulher-Maravilha, que reunia tanto racionalidade e firmeza quanto sensibilidade e empatia. Essa história foi retratada no filme Professor Marston and the Wonder Women (2017).

Apesar de suas ideias ousadas, Marston só foi amplamente reconhecido após sua morte, em 1947.

Engenharia e Tecnologia

Na área de engenharia, a validação é necessária quando o profissional pretende assinar projetos ou ocupar funções de responsabilidade técnica. O órgão responsável é o Board of Professional Engineers, presente em cada estado. O processo envolve a análise acadêmica, experiência profissional e provas específicas (FE e PE Exams).

Muitos engenheiros brasileiros iniciam a carreira nos EUA em cargos de gestão de projetos, consultoria ou áreas técnicas que não exigem de imediato a validação formal. No entanto, conquistar a validação posteriormente abre portas para cargos mais estratégicos e amplia as oportunidades de crescimento e reconhecimento.

Já na tecnologia da informação, o mercado valoriza sobretudo experiência prática, certificações internacionais e domínio do inglês técnico. Nesse setor, a validação acadêmica pode não ser exigida na mesma medida, mas ter a formação validada agrega credibilidade ao currículo.

Do DISC às Ferramentas de Hoje

A grande contribuição de Marston para o mundo corporativo veio com a criação da teoria DISC, que classifica os comportamentos em quatro perfis: Dominância, Influência, Estabilidade e Conformidade.

O DISC não mede inteligência, mas sim a forma como cada pessoa prefere agir e se comunicar. Essa visão foi revolucionária: em vez de rotular ou patologizar, Marston mostrou que entender os estilos de comportamento pode melhorar relações, reduzir conflitos e aumentar a performance.

A partir dessa base, outras ferramentas foram desenvolvidas, como:

  • MBTI (Myers-Briggs Type Indicator): inspirado nos estudos de Carl Jung, descreve 16 tipos de personalidade.
  • Big Five (OCEAN): um dos modelos mais aceitos academicamente, mapeia cinco dimensões da personalidade.
  • Enneagrama: descreve nove tipos de personalidade e seus padrões emocionais.
  • Modelos híbridos modernos: unem psicologia, neurociência e análise de dados para maior precisão.
E no Mundo Corporativo?

Hoje, líderes e empresas entendem que autoconhecimento e psicologia comportamental são fundamentais para criar times de sucesso. Surge então a pergunta: existe um perfil mais valorizado?

A resposta é não. O mercado não busca um perfil único, mas sim a capacidade de cada líder em reconhecer seu estilo, compreender os outros e adaptar sua comunicação ao contexto.

Um líder de perfil mais “D” (Dominância) pode ser decisivo em crises; um líder “I” (Influência) engaja times com energia e motivação; líderes “S” (Estabilidade) constroem confiança e segurança; e os “C” (Conformidade) são fundamentais em áreas que exigem precisão e qualidade. Os grandes líderes, em geral, não se limitam a um só perfil, mas desenvolvem a habilidade de transitar entre diferentes estilos, de acordo com a situação e o time que lideram.

Com isso, ferramentas como o DISC e seus sucessores não são apenas instrumentos de recrutamento, mas estratégias essenciais de liderança e gestão de pessoas. Elas ajudam empresas a montar equipes equilibradas, engajar colaboradores e alcançar resultados muito acima da média.

Conclusão

Do polígrafo da verdade ao laço da Mulher-Maravilha, passando pelo DISC, a busca de Marston sempre foi a mesma: compreender o comportamento humano e revelar a verdade sobre quem somos. Décadas depois, sua visão segue mais atual do que nunca. No mundo corporativo, onde diversidade, engajamento e performance caminham juntos, líderes que investem em autoconhecimento e psicologia comportamental estão mais preparados para inspirar, unir e transformar seus times em verdadeiras potências de sucesso.